quarta-feira, outubro 28, 2009

PS-M e a Realidade Virtual

Os resultados das últimas eleições legislativas e autárquicas vieram confirmar uma realidade: o PS-M tem vindo a perder expressão junto do eleitorado madeirense.

Após estes resultados (e em alguns casos mesmo antes…) não tardaram a aparecer várias pessoas a imputar total responsabilidade pela situação à actual direcção e, como não podia deixar de ser, a exigir uma mudança na liderança do partido.

Antes de mais queria deixar claro que, na minha opinião, a forma como João Carlos Gouveia conduziu o partido foi desastrosa: em vez de traçar uma estratégia de futuro para a Madeira insistiu em falar do passado; em vez de propor soluções vitimizou-se; em vez de tentar unir o partido promoveu divisões; em vez de abrir o partido à sociedade fechou-o. E o resultado foi que os Madeirenses simplesmente ignoraram o PS-M!

Mas não posso também permitir que seja branqueada a realidade. A verdade é que tanto é culpado João Carlos Gouveia como todos os principais elementos do PS-M: o primeiro é culpado pelas acções que tomou e os restantes são culpados por omissão.

Omissão porque após as eleições regionais antecipadas de 2007, e quando era preciso que todos aqueles que tinham um projecto para o PS-M e para a RAM se chegassem à frente e com coragem debatessem ideias e propostas, ninguém disse presente!

Apesar de muitos rumores sobre a possibilidade de candidatura de vários dos principais membros do PS-M a verdade é que ninguém avançou e decidiram entregar de bandeja o partido a João Carlos Gouveia que, honra lhe seja feita, corajosamente avançou.

Se a actual direcção é a prova que apenas coragem não basta também não é menos verdade que calculismos e tacticismos não galvanizam ninguém!

É preciso assumir com coragem aquilo em que se acredita, afirmar com frontalidade as ideias e propostas de cada um e ter a consciência que de um debate destes só enriquecerá o PS-M.

Espero pois que os erros do passado não se repitam e que esta seja uma oportunidade para todos aqueles que têm ideias e projectos para o dizerem bem claro.

Nada me agradaria mais do que ver surgirem mais candidaturas para a liderança do PS-M, com novos intervenientes e novas ideias. Dificilmente ganhariam? Provável mas ao menos forçariam um debate de ideias e propostas e não um debate sobre pessoas…e isso, julgo poder garantir, iria merecer a atenção da sociedade madeirense!

Etiquetas:

quinta-feira, outubro 15, 2009

Economist MBA Ranking 2009

Durham Business School has been ranked 53rd in the world (65th in 2008) and 8th in the UK (15th in 2008) in the Economist’s annual ranking of the top 100 full-time MBA programmes.

To a view of the full ranking just follow the link.

This is indeed a reflection of the continuous effort to improve that us students can verify on a daily basis. Congrats Durham!

Etiquetas: ,

sexta-feira, outubro 09, 2009

Parques Empresariais ou Desertos?

Qualquer governo responsável deve ter como uma das suas principais missões a criação de condições para o surgimento e desenvolvimento das empresas. As razões para tal são sobretudo duas: por uma lado as empresas contribuem decisivamente para o crescimento da economia e por outro são fundamentais para a criação de emprego.

Nesse sentido a criação de parques empresariais dotados de boas acessibilidades e das outras várias infraestruturas necessárias ao bom funcionamento das empresas – a energia eléctrica, as telecomunicações, água e esgotos, etc – afigura-se como uma boa medida para estimular o surgimento de novas empresas ou permitir o crescimento de empresas já existentes.

Evidentemente que as vantagens que tal iniciativa apresenta no plano teórico necessitam de ser postas em prática. Assim parece-me lógico que a melhor maneira de julgar o sucesso da criação de parques empresariais é o surgimento de empresas nesses mesmos parques.

Usando este simples critério somos obrigados a concluir que a construção de parques empresariais em todos os concelhos da Madeira se revelou um total fracasso: eles estão em geral praticamente desertos!

Sendo um apoiante de uma economia de mercado - no qual as empresas têm um papel crucial – e do empreendedorismo esta evidente conclusão não me traz qualquer satisfação. Como tal julgo ser importante avaliar as razões para o fracasso desta iniciativa por forma a se poder corrigir esta triste realidade e retirar algum retorno do enorme investimento financeiro que estas obras representam, especialmente em tempos de tamanha crise económica e financeira.

Na minha opinião inicialmente terá havido uma questionável decisão política de construir um parque em cada concelho - apesar de ser evidente que não havia a necessária procura por parte das empresas... - para não ter que lidar com a contestação que poderia surgir nos concelhos que não fossem abrangidos e evitar igualmente qualquer hipótese de aproveitamento político por parte da oposição. É a conhecida política de agir com fins eleitoralistas prescindindo de qualquer racionalismo económico!

Para agravar esta situação as autarquias não tiveram nem têm qualquer poder de decisão sobre a gestão destes parques, estando a mesma entregue a uma empresa pública. Mais grave ainda é o facto das eventuais receitas dos parques empresariais não reverter, nem numa percentagem mínima, para as autarquias.

Assim as autarquias, uma vez que só perdem com a instalação de empresas nos parques (pois deixam de receber os valores das licenças...), continuam a passar licenças para empresas que pretendem se instalar fora dos parques. Isto apesar de muitas dessas empresas representarem um perigo para as populações – quer ao nível ambiental, quer ao nível de saúde pública, quer ao nível do risco de incêndios ou outros acidentes.

Finalmente dois factos que não deixam de ser caricatos: por uma lado o facto das autarquias, noutras situações tão reivindicativas, não exigirem receber contrapartidas pela perda de receitas; por outro o facto de governo e autarquias da mesma cor partidária não serem capazes de se entender e resolver esta situação!

Etiquetas: