quarta-feira, janeiro 12, 2011

Protesto enviado ao Provedor da RTP

Na sequência da vergonhosa entrevista que a pseudo-jornalista (pseudo porque uma verdadeira jornalista está obrigada a determinados principios de imparcialidade e isenção que Judite Sousa demonstra claramente não possuir) Judite Sousa conduziu a José Manuel Coelho enviei um protesto ao provedor da RTP que passo a publicar:

'Venho por esta forma exprimir o meu profundo desagrado pela descriminação da RTP para com a candidatura de José Manuel Coelho.

Como se já não bastasse a RTP pretender se substituir ao Tribunal Constitucional ao não aguardar pelo fim do prazo para as candidaturas presidenciais e dessa forma não ter concedido a todos os candidatos a possibilidade de participar nos debates, agora junta-se a deplorável actuação da jornalista Judite Sousa na condução da entrevista a José Manuel Coelho.

Desde o tom e agressividade com que foi conduzida toda a entrevista - que não se viu com mais nenhum candidato - até os sorrisos de escárnio e gozo para com os colegas no estúdio!

É vergonhoso que um canal público subsidiado por todos os portugueses se preste a este tipo de actuação.

É inaceitável que uma jornalista menospreze e ridicularize um candidato que possui - de acordo com o Tribunal Constitucional! - todas as condições para concorrer a Presidente da República e mostre sinais claros de parcialidade na forma como conduz as entrevistas aos diferentes candidatos.

Lamentável de facto!'

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terça-feira, novembro 16, 2010

Diário de Notícias da Madeira vence European Newspaper Award



O DN-M venceu o European Newspaper Award 2010 na categoria de jornais locais!

Trata-se da primeira vez que um jornal português vence um destes prémios nas 12 edições já realizadas o que reforça a qualidade gráfica e jornalística do DN-M.

Muito parabéns ao DN-M e a todos os que colaboram diariamente com este jornal que é já uma referência do jornalismo regional e nacional.

Infelizmente não podia deixar de referir os ridículos comentários do Dr. Alberto João Jardim! Sem pelo menos dar os parabéns por tão prestigiante prémio que enaltece também o nome da Madeira, o Presidente do Governo Regional limitou-se a insinuar que tal prémio teria sido pago pelo DN-M...simplesmente vergonhoso mas tristemente normal de quem vem!

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sábado, junho 05, 2010

Guerra DN-M vs JM

A demissão do director do DN-Madeira por de acordo com o mesmo estar a ser usado como bode expiatório pelo Governo Regional para manter o ataque àquele matutino e a ‘curiosa’ resposta do líder do executivo regional voltaram a colocar a actual situação da comunicação social regional na ordem do dia.

Em termos da imprensa escrita regional a situação caracteriza-se pela existência de dois jornais que competem entre si: de um lado o DN-Madeira (DN-M)que é completamente privado e do outro o Jornal da Madeira (JM) fortemente financiado pelo Governo Regional.

A situação agudizou-se mais recentemente devido ao facto do JM se ter tornado um jornal gratuito e pelo Governo Regional ter decidido acabar com qualquer tipo de publicidade institucional no DN-M em favor do JM e ter ‘sugerido’ a todos os serviços e instituições públicas regionais que deixassem de subscrever o DN-M.

Pessoalmente sou da opinião que nenhum órgão do Estado deve possuir, directa ou indirectamente, meios de comunicação social. Mas o que se passa na região é ainda mais grave que a simples posse de um meio de comunicação social.

O Governo Regional argumenta demagogicamente que pretende com o apoio ao JM ‘assegurar o pluralismo de opinião’. Contudo se compararmos os dois jornais rapidamente concluímos que se existe pluralismo de opinião é no DN-M pois no JM os artigos de opinião são todos, sem excepção, de apoiantes acérrimos do partido no poder e não existe sequer espaço para que eventuais leitores possam exprimir as suas opiniões! Tendo em conta que o JM é sustentado por todos os contribuintes acho esta situação inaceitável. Será para nem correrem o risco de terem que publicar alguma crítica ao partido no governo e à sua governação?

Relativamente aos cortes na publicidade e nas assinaturas do DN-M são práticas que vindo de quem vem não podem surpreender. Trata-se afinal do seu muito democrático e tradicional modo de operação…

No entanto não posso deixar de assinalar como também aqui não têm qualquer problema em prejudicar o cidadão normal para alimentar a sua guerra contra o DN-M. Basta recordar, por exemplo, o que se passou quando, após a tempestade de 20 de Fevereiro, os Horários do Funchal alteraram percursos e horários mas apenas fizeram publicar tais alterações no JM deixando muitos cidadãos leitores do DN-M (apenas o maior jornal da região…) na completa ignorância em relação a essas mesmas alterações. Um exemplo banal, dirão os caciques do regime, mas por isso mesmo bem elucidativo da realidade regional…

Assim torna-se claro que se algum dos jornais pode ser apelidado de ‘panfleto político’ não é com certeza o DN-M…

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sexta-feira, maio 29, 2009

Conteúdos Lusófonos na Internet

O Instituto Cultural Brasil Plus pretende colocar em funcionamento até 2010 a Plataforma Lusófona de Intercâmbio de Conteúdo e TV CPLP Via Web.

Esta plataforma disponibilizará os conteúdos televisivos de todas as estações televisivas estatais dos países da CPLP.

Esta iniciativa será tornada pública no encontro das TVs de Língua Portuguesa que decorrerá dia 5 de Junho no âmbito do 10º Forum Brasil - Mercado Internacional de Televisão.

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terça-feira, maio 26, 2009

Já era tempo...



De alguém denunciar a qualidade deplorável do jornalismo que se faz na TVI!

Uma vez que há muito tempo deixei de ver este canal não tive oportunidade de ver a entrevista em directo mas, de qualquer forma, acho que o Marinho Pinto disse corajasamente na cara de Manuela Moura Guedes aquilo que todos os que defendem um jornalismo competente, baseado na verdade e na investigação séria pensam.

Será desta que a tiram do ar?

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quinta-feira, novembro 20, 2008

3 anos da Lenda!



Pois é, as tarefas são tantas que quase me passava despercebida a data...mas é verdade: fez ontem 3 anos que a Lenda foi criada.

A sua criação foi uma resposta à necessidade de expressar algumas opiniões, contestar outras, partilhar interesses e fazer parte de uma comunidade que, apesar das suas limitações e exageros, tem revolucionado a divulgação e conhecimento da informação, tornando-a mais livre.

Esse poder tem causado extremo incómodo a muito boa gente que se julga detentora da verdade ou que preferia controlar aquilo que era conhecido e divulgado. A esses digo: azar! A Blogosfera está cá, está viva e atenta e vai continuar a contribuir para a construção de uma verdadeira democracia...até na Madeira!

Aproveito pois este aniversário para saudar todos os bloggers e em especial todos os que têm usado este meio para quebrar qualquer tipo de censura. Viva a Blogosfera!!!

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domingo, abril 06, 2008

Relatório da ERC: o estado da comunicação social

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social emitiu no fim do mês passado o relatório sobre o pluralismo político-partidário na RTP.

Li o relatório na íntegra (tarefa não das mais agradáveis...)com especial ênfase para a análise sobre a RTP-M e a RTP-A.

A conclusão confirma que existe uma tendência do poder político, independentemente da cor política que esteja no poder, para se 'apropriar' dos orgãos de comunicação social estatal. Tanto no continente como na Madeira e nos Açores a análise demonstra tipicamente uma presença superior aos valores de referência para o partido no poder e inferior para a oposição.

A situação na Madeira, como era já óbvio para quem assiste aos telejornais da RTP-M, não é excepção: existe uma ligeira sobre-representação do Governo Regional e PSD-M e uma grande sub-representação do PS-M e do CDS-M apesar de a oposição no seu conjunto praticamente atingir os valores de referência.

É preciso relativizar os resultados deste relatório pois, para serem conclusivos, necessitam de confirmação através dos relatórios subsequentes. Seria particularmente útil uma análise similar para o período anterior às eleições legislativas regionais realizadas antecipadamente no ano anterior, altura em que estas discrepâncias se tornaram, em minha opinião e pelo que pude constatar por uma acompanhamento próximo dos telejornais nesse período, ainda mais graves e tendenciosas.

Estas conclusões apenas reforçam a minha opinião da necessidade da existência desta entidade reguladora: uma entidade eficiente, com poderes efectivos e total independência em relação ao Governo.

Algumas vozes críticas, nomeadamente Pacheco Pereira, argumentam que o critério do tempo não é significativo pois o aproveitamento desse tempo pode ser mais eficiente por um partido do que por outro. Essa argumentação é absurda pois, desde que sejam cumpridos os valores de referência para cada partido, passa a ser total responsabilidade dos partidos a sua eficiente utilização e aí cada um terá de assumir a sua (in)competência!

Para além disso no relatório é tido em conta não apenas o tempo de presença como também o tom/valência de cada peça apresentada, ie, é tido em conta se a peça é favorável ou desfavorável.

As mesmas vozes críticas defendem que o Estado não deve possuir meios de comunicação social e aí concordo com essa opinião. Contudo essas vozes julgam que isso, só por si, acabaria com a necesssidade da regulação e aí não posso senão discordar: mesmo perante meios de comunicação social privados continua a existir a necessidade de regulação.

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