terça-feira, novembro 23, 2010

PT Inova na Cimeira da Nato



Decorreu no passado fim-de-semana a Cimeira da Nato em Lisboa e tive o prazer de fazer parte da equipa PT que trabalhou directamente na solução de voz e dados para a Cimeira.

Numa época tão propensa para as más notícias é de realçar a capacidade inovativa da Portugal Telecom que demonstrou, uma vez mais, a grande capacidade técnica que possui. Ficou provado perante o mundo que na área de telecomunicações Portugal não fica atrás de ninguém como aliás foi reconhecido pela própria organização.

Foi implementada uma solução de voz baseada num Servidor de Voz Virtual com 1300 extensões telefónicas que representa a maior infraestrurura telefónica virtual de sempre em Portugal.

Do lado dos dados foi implementada uma solução de acesso à Internet em Banda Larga com uplinks de 10Gbps com total securização, recorrendo a equipamentos e circuitos redundantes, e com uma largura de banda para cada utilizador de 100Mbps simétricos.

Etiquetas:

quinta-feira, setembro 02, 2010

Autoridade da Concorrência (AdC) Ressuscitou

Finalmente vejo a AdC tomar uma medida corajosa e que impulsiona o aumento da concorrência num sector da economia nacional!

Estou naturalmente a falar da decisão de obrigar as operadoras móveis a desbloquear os telemóveis que já não tenham fidelização de forma gratuita.

Para quem não sabe esta medida entrou em vigor dia 30 de Agosto após, por pressões da DECO (Defesa do Consumidor), a AdC ter efectuado um estudo que concluía que o facto dos telemóveis estarem 'agarrados' à operadora limitava a mobilidade dos consumidores.

A Associação dos Operadores de Telecomunicações (APRITEL) ainda tentou limitar esta medida aos novos contratos mas felizmente não teve sucesso nesta sua pretensão.

A ver vamos se este é o início de uma era de maior proactividade da AdC porque há inúmeras medidas deste género que podem ser tomadas em vários sectores da nossa economia...

Etiquetas: , , ,

quarta-feira, julho 28, 2010

PT e OI - Operador Lusófono

Hoje foi tornado público dois negócios: por uma lado a PT chegou a acordo com a Telefónica para vender a sua participação na Vivo por 7,5 mil milhões de euros; por outro lado a PT irá entrar no capital da OI, a maior operadora do Brasil.

Amanhã faria exactamente 12 anos que a PT tinha adquirido a sua participação na holding Telesp Celular, dona da Vivo. O trabalho feito pela PT no Brasil foi extremamente relevante - ajudou a tornar a Vivo umas das marcas mais valiosas no Brasil - e permitiu acrescentar valor ao investimento inicial e, dessa forma, hoje colher os lucros de tal trabalho.

Por outro lado o profissionalismo da PT no Brasil contribuiu para que a OI - que detém 30% da facturação do mercado brasileiro e 62 milhões de clientes - veja hoje a operadora nacional como um parceiro relevante para ajudar a empresa brasileira a lidar com os desafios tecnológicos que o mercado brasileiro de telecomunicações enfrenta, entre os quais a massificação da banda larga.

Julgo que este será o primeiro passo para a criação de um operador de telecomunicações lusófono de dimensão mundial.

Etiquetas: ,

quarta-feira, junho 09, 2010

Sistema de Telecomunicações de Emergência: Está lá??

Passado algum tempo desde a catástrofe de 20 de Fevereiro – o que ajuda a ver as coisas com maior serenidade – julgo útil e necessário começar a reflectir de forma responsável sobre as situações que correram mal. Só desta forma podemos garantir que tais situações serão resolvidas convenientemente.

Uma das situações que considero mais grave foi a falha no sistema de telecomunicações de emergência da Protecção Civil.

Este sistema (designado de SIRESP), ao contrário do que acontece com os sistemas de telecomunicações dos prestadores de serviços comuns como por exemplo a PT ou ZON que são pensados para operar em situações ‘normais’, foi projectado exactamente para estar operacional em situações de catástrofe e, dessa forma, garantir as necessárias comunicações entre as várias entidades intervenientes – Protecção Civil, Bombeiros, Polícia, etc – nas operações de socorro.

Devido portanto a esse requisito de funcionamento em situações críticas torna-se essêncial garantir uma elevada resiliência do sistema. Tal só pode ser conseguido recorrendo a soluções completamente redundantes ao nível da tecnologia utilizada (usando, por exemplo, tecnologia com fios no acesso principal e sem fios no acesso de backup), dos equipamentos e ainda ao nível dos caminhos físicos de cabos – nomeadamente de fibra óptica.

Ainda relativamente à questão dos caminhos físicos – e porque foi aqui que esteve a causa da falha do sistema de emergência – além da existência de caminhos para o transporte das comunicações verdadeiramente independentes, é necessária a realização de uma minuciosa análise do risco de afectação do serviço sobretudo quando tais caminhos atravessam zonas de risco como são, por exemplo, as margens das ribeiras.

Naturalmente que estas opções encarecem o preço do sistema de telecomunicações mas tendo em conta que o projecto do SIRESP – que foi um projecto nacional – ultrapassou largamente o orçamento inicial podemos concluir que não terá sido por falta de verbas que tal sistema não terá contemplado as opções técnicas acima enunciadas.

Torna-se pois necessário que os responsáveis da Protecção Civil expliquem o que correu mal com o Sistema de Telecomunicações de Emergência Regional e, ainda mais importante, o que está a ser feito para que esta situação não volte a acontecer.

Etiquetas: ,

quarta-feira, setembro 09, 2009

Zonas de Cobertura da RNG da RAM



Como podem verificar na figura são 5 os concelhos da RAM que serão abrangidos neste concurso: Porto Moniz, Santana, São Vicente, Calheta e Porto Santo. A escolha destes concelhos está em sintonia com o objectivo deste projecto que é dotar as regiões mais rurais e isoladas de acesso às redes de nova geração.

Se a isto juntarmos o investimento já em curso por parte da PT e ZON nas redes de nova geração no Funchal, Machico, Câmara de Lobos e Santa Cruz podemos concluir que a Madeira irá ter uma percentagem assinalável dos seus habitantes com acesso a estas novas redes.

Etiquetas: , ,

Programa do concurso redes de nova geração para a Região Autónoma da Madeira

Finalmente irá avançar o concurso para a Rede de Nova Geração (RNG) para a Região Autónoma da Madeira (RNG).

Trata-se de um investimento do Governo da República de grande relevo para potenciar o desenvolvimento das áreas abrangidas (ver o post seguinte).

Em baixo deixo os pontos principais do concurso em causa e, para os mais interessados o link em causa:

Concurso público para a instalação, gestão, exploração e manutenção de redes de comunicações electrónicas de alta velocidade na Região Autónoma da Madeira

1. Objecto
1.1. O presente concurso público tem por objecto a celebração de um contrato para a instalação, gestão, exploração e manutenção de redes de comunicações electrónicas de alta velocidade, na área geográfica constituída pelos concelhos identificados no Anexo I.

1.2. Para efeitos do presente procedimento, entende-se por «redes de comunicações electrónicas de alta velocidade» as redes de comunicações electrónicas com comutação de pacotes que, quaisquer que sejam os suportes tecnológicos de transmissão e tratando de forma independente estes e as funções relacionadas com serviços, permitem a disponibilização de serviços de comunicações electrónicas, até pontos de terminação de rede localizados na entrada dos edifícios dos utilizadores finais, com um débito mínimo teórico de referência por utilizador final, no sentido descendente, de 40Mbps.

1.3. Sem prejuízo do disposto no ponto seguinte, a instalação das redes de comunicações electrónicas de alta velocidade abrange a construção das condutas e demais infra-estruturas que se revelem necessárias para o alojamento dessas redes.

1.4. A instalação das redes de comunicações electrónicas de alta velocidade, quando envolva infra-estruturas físicas, deve, no entanto, ser feita preferencialmente mediante utilização das condutas e demais infra-estruturas de alojamento de redes de comunicações electrónicas já existentes, sejam elas próprias ou de terceiros, devendo apenas recorrer-se à construção de novas infra-estruturas de alojamento na medida em que tal se revele inviável.

1.5. As redes de comunicações electrónicas de alta velocidade objecto do presente procedimento devem garantir uma cobertura de, pelo menos, 50% da população da área geográfica de cada um dos concelhos identificados no Anexo I, no prazo máximo de 24 meses a contar da data da produção de efeitos do contrato, de acordo com o estabelecido no Caderno de Encargos.

1.6. A exploração das redes de comunicações electrónicas de alta velocidade implica obrigatoriamente a disponibilização de uma oferta grossista nos termos do número 3. infra e nas demais condições especificadas no Caderno de Encargos, sem prejuízo da observância das disposições constantes da legislação aplicável, em particular da Lei n.º 5/2004, de 10 de Fevereiro e do Decreto-Lei n.º 123/2009, de 21 de Maio, bem como das obrigações de natureza regulamentar que nos termos da lei sejam impostas.

1.7. A exploração das redes de comunicações electrónicas de alta velocidade pode ainda abranger a disponibilização de uma oferta retalhista.

2. Financiamento público
2.1. As redes de comunicações electrónicas de alta velocidade a que se refere o presente procedimento podem ser objecto de financiamento público, devendo porém ser também objecto, em percentagem a indicar na proposta, de financiamento por outras fontes, designadamente, de capitais próprios ou alheios.

2.2. Para efeitos da obtenção de financiamento público, o adjudicatário compromete-se a apresentar uma candidatura a fundos comunitários, de acordo com as normas e regulamentos aplicáveis.

2.3. A propriedade das redes de comunicações electrónicas de alta velocidade objecto do presente procedimento que beneficiem de financiamento público em montante superior a dois terços do investimento realizado será objecto de transferência para o Estado no termo do prazo de vigência do contrato, nos termos que vierem a ser fixados no mesmo.

3. Modelo de exploração das redes
3.1. As redes de comunicações electrónicas de alta velocidade objecto do presente procedimento devem ser exploradas como rede aberta, devendo ser assegurada, por todo o período de duração do contrato, a disponibilização de uma oferta grossista destinada a garantir o acesso às mesmas a todos os operadores e prestadores de serviços de comunicações electrónicas interessados na respectiva utilização, para o fornecimento de serviços aos utilizadores finais.

3.2. As condições técnicas e financeiras de acesso grossista a cada uma das redes de comunicações electrónicas de alta velocidade deverão obedecer, a todo o momento, aos princípios da transparência e da não discriminação, garantindo integral respeito pelas regras da concorrência.

4. Oferta de serviços de comunicações electrónicas
4.1. Para além da prestação de serviços grossistas nos termos referidos no número 3. supra, os concorrentes poderão proceder à exploração da rede de comunicações electrónicas de alta velocidade objecto do presente procedimento através da prestação de serviços retalhistas aos utilizadores finais, desde que assumam o compromisso inequívoco de prestar tais serviços a todos os utilizadores, abrangidos pela área de cobertura da rede, que o requeiram.

4.2. A prestação dos serviços retalhistas de comunicações electrónicas referidos no ponto anterior poderá ser efectuada directamente ou através de terceiro, mediante subcontratação de uma empresa que oferece serviços de comunicações electrónicas.

5. Área geográfica
O objecto do presente procedimento abrange a área geográfica constituída pelos concelhos identificados no Anexo I do presente programa do concurso.

6. Entidade adjudicante
A entidade adjudicante é o Estado Português, correndo o concurso na dependência do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, com instrução a cargo do ICP - Autoridade Nacional de Comunicações (ICP-ANACOM), com sede na Av. José Malhoa, 12, 1099-017 Lisboa, endereço electrónico: concursosrngmadeira@anacom.ptmailto:concursosrngmadeira@anacom.pt, telefone: 00351 217211000, fax: 00351 21 7211001.

7. Órgão que tomou a decisão de contratar
7.1. A decisão de contratar foi tomada pelo Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, através do despacho datado de 23 de Julho de 2009.

7.2. Através do despacho referido no ponto anterior, o ICP-ANACOM foi designado como entidade instrutora, cabendo-lhe, nesse âmbito, a prática de todos os actos de instrução respeitantes ao presente Concurso.

8. Júri
8.1. O Júri do procedimento é composto por três membros efectivos, um dos quais preside, e dois suplentes, designados pelo Conselho de Administração do ICP-ANACOM.

8.2. Compete ao Júri:

a) Prestar os esclarecimentos solicitados pelos interessados;
b) Proceder à apreciação das propostas;
c) Elaborar relatórios de análise das propostas.

9. Documentos que instruem o procedimento de Concurso Público
As peças que instruem o presente procedimento são as seguintes:

a) Programa de Concurso;

b) Caderno de Encargos.

10. Consulta e fornecimento das peças do procedimento
10.1. As peças do procedimento são disponibilizadas gratuitamente na página electrónica do ICP-ANACOM, com o endereço www.anacom.pthttp://www.anacom.pthttp://www.anacom.pt/.

10.2. As peças do procedimento estarão igualmente patentes para consulta na sede do ICP-ANACOM, desde o dia da publicação do anúncio até ao termo do prazo fixado para a apresentação das propostas, entre as 09 horas e as 16 horas.

11. Esclarecimentos e rectificações das peças do procedimento
11.1. Os interessados podem, dentro do primeiro terço do prazo para a apresentação de propostas, solicitar, por escrito, os esclarecimentos necessários à boa compreensão e interpretação das peças do procedimento.

11.2. O pedido de esclarecimentos deve ser dirigido ao presidente do Júri e enviado para o endereço de correio electrónico ou número de fax identificados em 6. supra.

11.3. O Júri deve prestar os esclarecimentos, por escrito, até ao termo do segundo terço do prazo fixado para a apresentação das propostas.

11.4. O Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações pode proceder à rectificação de erros ou omissões das peças do procedimento nos termos e no prazo previstos no ponto anterior.

11.5. Os esclarecimentos e as rectificações são disponibilizadas em formato electrónico na página electrónica do ICP-ANACOM, com o endereço www.anacom.pthttp://www.anacom.pthttp://www.anacom.pt/, e juntos às peças do procedimento que se encontrem patentes para consulta.

11.6. A falta de resposta a qualquer pedido de esclarecimento até ao termo do prazo referido em 11.3. supra, desde que o mesmo tenha sido apresentado dentro do prazo referido em 11.1. supra, determina a prorrogação do prazo para a entrega de propostas, no mínimo, por período equivalente ao do atraso verificado.

11.7. O disposto no ponto anterior aplica-se no caso de serem realizadas rectificações às peças do procedimento que não impliquem uma alteração substancial das mesmas.

11.8. Quando as rectificações, independentemente do momento da sua comunicação, implicarem alterações de aspectos fundamentais das peças do procedimento, o prazo fixado para a apresentação das propostas deve ser prorrogado, no mínimo, por período equivalente ao tempo decorrido desde o início daquele prazo até à comunicação das rectificações.

11.9. As decisões referentes às prorrogações de prazo referidas no presente número cabem ao Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, devendo as mesmas ser disponibilizadas em formato electrónico na página electrónica do ICP-ANACOM, com o endereço www.anacom.pt.

Etiquetas: , ,

segunda-feira, agosto 31, 2009

CEO da ZON 'inventa' nova tecnologia!

O CEO da ZON em entrevista ao programa da RTP-N decidiu inventar uma nova tecnologia: Fibra Coaxial!!

É realmente inacreditável as asneiras que uma pessoa consegue dizer quando decide falar daquilo que não percebe. Hilariante é ouvir o senhor a insistir que a tecnologia chama-se mesmo Fibra Coaxial...surreal!

Igualmente incrível é ninguém da ZON ter preparado o senhor para a entrevista por forma a evitar tal vexame.

Já agora fica o esclarecimento: não existe nem existirá nenhuma tecnologia chamada Fibra Coaxial! Existem redes baseadas em fibra ópticas ou em cabo coaxial.

O que provavelmente baralhou o senhor foi que a infraestrutura na qual se baseia a rede das operadores de cabo, tal como a ZON, é designada por HFC (Hybrid Fiber Coax)mas este termo tem um significado completamente diferente daquele que o Rodrigo Costa estava a dar a entender. Uma infraestrutura HFC é uma infraestrutura em que parte da rede (tipicamente a parte Core) é suportada em fibra óptica e a parte terminal da rede que liga os armários de rua até ao cliente final é suportada em cabo coaxial.

Etiquetas:

segunda-feira, junho 01, 2009

Poder dos Lobbies nas Telecomunicações

Em 2004 entrou em vigor o regulamento ITED que regulamentava as Instalações de Telecomunicações em Edifícios.

Este regulamento tinha como objectivos principais:

1- Dotar os novos edifícios em Portugal de instalações de telecomunicações modernas possibilitando a instalação de uma panóplia de serviços avançados sobre uma infraestrutura de cobre ou de cabo.

2- Regulamentar a ligação desses edifícios às redes púbicas de telecomunicações (isto é, a rede dos operadores)e permitir uma efectiva concorrência no sector das telecomunicações ao permitir que vários operadores tivessem acesso aos edifícios.

Como parece óbvio para que tal regulamentação fizesse sentido era necessária que existissem projectistas e instaladores ITED e, de não menos importância, que essas instalações fossem certificadas como estando conformes.

Inicialmente essa certificação seria efectuada pela própria Anacom (Autoridade Nacional de Comunicações) mas como a mesma não tinha recursos suficientes foi criado um decreto lei que permitia que empresas certificadores (autorizadas e fiscalizadas pela Anacom) fizessem esse trabalho.

Neste momento estão 180 empresas registadas pela Anacom para efectuarem esse trabalho de certificação.

Mas, pasme-se, devido a pressões das autarquias e das construtoras o Governo emitiu um novo decreto-lei que exige apenas o Termo de Responsabilidade do Projectista.

Resultado: 180 empresas ficarão sem trabalho, inúmeras pessoas em risco de serem despedidas e, para piorar, agora vai ser a típica bandalheira portuguesa porque não há ninguém para certificar se as instalações foram feitas de acordo com as regras do ITED!

Vale tudo para deixar os lobbies felizes!

Etiquetas: ,

quinta-feira, maio 28, 2009

Redes de Nova Geração para Zonas Rurais

O Governo arrancou ontem com os concursos para a construção de redes ultra-rápidas de telecomunicações (velocidades mínimas de 30Mbps) nas zonas rurais.

Tratam-se de concursos regionais que abrangem 136 concelhos inseridos em 5 regiões: Centro (43 concelhos), Alentejo (31 concelhos), Algarve (5 concelhos), Açores (12 concelhos) e Madeira (1 concelho).

Os vencedores destes concursos serão obrigados a disponibilizar a rede aos restantes operadores, de acordo com condições ainda não divulgadas.

Na minha opinião a decisão de avançar com este investimento é extremamente importante. Até agora o que se tem visto é que as zonas rurais em Portugal têm ficado para trás em relação aos investimentos que os operadores têm feito nas grandes centros urbanos agravando o fosso entre as regiões mais ricas e as mais pobres.

O acesso a uma rede de telecomunicações moderna é uma condição necessária, se bem que não suficiente, para promover o desenvolvimento de qualquer região. Contudo como o retorno desse investimento nas regiões mais rurais é reduzido os operadores de telecomunicações têm adiado sucessivamente esses investimentos.

O governo contribui assim decisivamente para que esse fosso possa vir a ser reduzido.

Evidentemente que muito mais precisa de ser feito para reduzir as assimetrias existentes entre as várias regiões do nosso país mas este é, indubitavelmente, um passo na direcção certa.

Etiquetas: ,

sábado, agosto 25, 2007

Autoridade para a Falta de Concorrência - Parte I

A Autoridade da Concorrência (AdC) esteve em destaque nas últimas semanas devido à multa de 38 milhões de euros aplicada à PT por, alegadamente, não ter permitido a duas das suas concorrentes acederem às suas condutas.

Este é apenas mais um episódio de uma guerra que há muito tempo se trava entre estas duas entidades.

De facto, todo o processo de liberalização das telecomunicações em Portugal foi caricato e o Governo de Durão Barroso, para poder arrecadar uns milhões extra para diminuir o malfadado déficit, não se coibiu de vender a rede de telecomunicações à PT dificultando sobremaneira a criação de verdadeira concorrência no sector das telecomunicações.

Se, pelo contrário, se tivesse optado por uma solução similar ao do sector da energia, em que existe uma empresa que gere a infraestrutura de transporte e distribuição de energia (REN) e que permite o acesso, em iguais condições, aos vários players do mercado da energia, neste momento a concorrência nas telecomunicações seria bem mais efectiva.

Em vez disso, e por forma a tentar criar alguma concorrência, a AdC e Anacom iniciaram uma guerra sem quartel ao grupo PT. Enquanto a Anacom limita o poder de acção da PT em relação aos preços do mercado grossista e de outros produtos e serviços, por forma a dar margem de crescimento aos novos operadores, a AdC aproveita qualquer suspeita de práticas incorrectas para multar a PT de uma forma que, a um mero observador e curioso do sector, não deixa de parecer aleatória e sem critério.

Realisticamente temos de concordar que, dadas as circunstâncias especiais em que o mercado das telecomunicações se viu envolvido pela venda da rede à PT, este tipo de medidas das Autoridades que fiscalizam o sector é o único que permite dar margem de crescimento ou mesmo manter vivos muitos dos novos operadores.

O único problema é que esta forma de obter uma concorrência sã, quando comparado com a situação de uma empresa que gere apenas a rede de telecomunicações e permite de forma igualitária o acesso a essa mesma rede, é muito mais lenta e muito mais cara. E, uma vez mais, quem paga é o consumidor final!

Etiquetas: ,